Henry: Portrait of a Serial Killer é um filme de terror de 1986 (relançado em 1990) dirigido e coescrito por Richard Fire e John McNaughton.
Esse filme é considerado o melhor filme de serial killer de todos os tempos, ele insere o espectador na mente doentia do psicopata Henry Lee Lucas, um dos mais prolíficos assassinos da história dos Estados Unidos, que sem motivo aparente deixava vítimas por onde passasse, o filme mostra cenas que impressionam pela agressividade e frieza, filmado num tom realista e documental, é um retrato perturbador das atrocidades cometidas por um homem que, longe de ser um proscrito social e de se apresentar como uma ameaça, se caracteriza pelo seu aspecto normal, malgrado a sua quase total ausência de sentimentos ou paixões humanas é uma das produções mais realistas e impactante sobre o tema. O diretor McNaughton cria um universo onde não há bem para se opor ao mal, e o homicídio é uma forma aceitável de libertação das tensões acumuladas.
Através de uma associação com dois irmãos que empacotavam e distribuíam videocassetes em Chicago, John McNaughton conseguiu 100 mil dólares para produzir e dirigir um thriller de orçamento baixo destinado ao mercado de vídeo. Baseando seu roteiro na vida de um assassino em série, Henry Lee Lucas, e coletando recortes do Chicago Tribune, McNaughton criou com Richard Fire e Steve Jones o filme "Henry - Retrato de um Assassino" (Henry: Portrait of a Serial Killer).
Ficou praticamente sem ser visto por espectadores de cinema por três anos, até que foi aclamado no Telluride Film Festival, em 1989 e se transformou num filme cult e um dos favoritos das sessões de meia-noite nas grandes cidades. "Henry - Retrato de um Assassino" foi escolhido um dos dez melhores do ano pela The Times Magazine, pelo Chicago Tribune e pelo jornal USA Today.