filme de 1994 dirigido por Barry Levinson
Disclosure (bra: Assédio Sexual; prt: Revelação) é um filme estadunidense de 1994 dirigido por Barry Levinson, estrelado por Michael Douglas e Demi Moore. É baseado no livro de mesmo nome de Michael Crichton, que também é o produtor do filme. O livro foi lançado nas livrarias brasileiras com o título Revelação. O elenco também inclui Donald Sutherland, Rosemary Forsyth e Dennis Miller. Como em muitos dos filmes de Levinson como Diner (1982) e Liberty Heights (1999), Ralph Tabakin aparece, desta vez como um ascensorista.
O filme é uma combinação de mistério e suspense em um ambiente de escritório dentro da indústria de computadores em meados da década de 1990. O foco principal da história, da qual o filme e o livro levam seus títulos, é a questão do assédio sexual e sua estrutura de poder. O título faz referência a exigência empresarial da lei americana para que empresas com ações em bolsas de valores (capital aberto) divulguem informações ao mercado, buscando maior ética e transparência nos negócios (um dos sub-temas do filme). O filme convida os espectadores a examinar criticamente temas como a facilidade com que as alegações de assédio sexual pode destruir uma carreira e se um padrão duplo existe quando tais alegações são cobradas por homens ou mulheres.
O filme recebeu críticas mistas dos críticos, mas foi um sucesso de bilheteria arrecadando US$ 214 milhões contra seu orçamento de US$ 50 milhões.
Disclosure é o terceiro filme de sucesso em que um personagem de Michael Douglas está sendo dominado e manipulado de alguma forma por uma mulher, sendo os outros dois Fatal Attraction em 1987 e Basic Instinct em 1992.
Em 2003, Demi Moore foi processada por assédio sexual e discriminação de um ex-empregado. A atriz foi acusada pelo veterinário Lawrence Bass, que cuidava da cadela da atriz, em seu rancho no estado de Idaho. Em um encontro ela teria começado a acariciar a perna do homem, até ir "mais e mais para cima", disse ele em entrevista ao jornal nova-iorquino Daily News. Ele recusou as investidas de Demi Moore, que teria ficado irritada. Bass, que também foi mordomo de Hugh Hefner, dono da Playboy, disse que houve um incidente semelhante em outra ocasião e que ele resolveu fazer uma reclamação em uma comissão de direitos humanos após ser demitido. O homem disse que se sentiu no filme Disclosure e exige uma indenização de quase US$ 200 mil. Na ocasião a atriz prometeu também processá-lo, por violar uma cláusula contratual de privacidade, porque ele deu a entrevista ao jornal. O pedido de indenização foi rejeitado pela justiça.
Em 2018, Michael Douglas também foi acusado de assédio sexual por uma ex-assistente, a autora e jornalista Susan Braudy. Braudy, uma ex-executiva do estúdio Warner Bros., trabalhou para a produtora de Douglas por três anos e acusa o ator de tê-la assediado verbalmente diversas vezes.